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Modelo de contrato afetivo de coabitação, que pode ser usado e adaptado para namorados que moram juntos mas não pretendem evoluir para união estável ou casamento 👓✍️ 👫

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          CONTRATANTES:           ________ , ________ , ________ , ________ , portadora da carteira de identidade RG nº ________ ,    expedida pela ________ , inscrita no CPF sob nº ________ , e,           ________ , ________ , ________ , portador da carteira de identidade RG nº ________ , expedida pela ________ , inscrita no CPF sob nº ________ , ambos maiores, residentes e domiciliados na Rua ________ , nº ________ , apartamento ________ , na cidade de ________ .           Decidem as partes, pessoas juridicamente capazes para o ato, identificados documentalmente e reconhecidos como os próprios na melhor forma de direito, celebrar o presente CONTRATO AFETIVO DE COABITAÇÃO o que fazem, mediante cláusulas e condições, o seguinte:           CLÁUSULA PRIMEIRA - DO OBJETO           1.1 Os contratantes de...

Contrato de Namoro? Sim, ele existe!

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A fim de afastar o reconhecimento da União Estável, casais estão adotando a chamada DECLARAÇÃO ou CONTRATO de namoro.          A declaração de namoro visa declarar que o casal NÃO vive em União Estável, de que são apenas namorados, que não têm o objetivo de constituir família e, principalmente, não contribuem para a constituição de patrimônio comum, apesar de residirem sob o mesmo teto. A união estável é configurada pela convivência pública, contínua e duradoura com o objetivo de constituir família. O namoro, apesar de decorrer da convivência pública, contínua e duradoura, como na união estável, não tem o objetivo de constituir família.     Alguns namorados decidem morar juntos antes do casamento, muitas vezes como uma forma de teste antes de assumir o compromisso do matrimônio, outras vezes por questões de economia, para dividir despesas, entre outros motivos.     Ocorre que muitas vezes, essas pessoas ...

Para São Boaventura, em todo ser há vestígios divinos

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No século 13, a Escolástica vive sua era de ouro. O ocidente cristão finalmente assimila as tradições árabe-judaicas e alimenta sua filosofia com um imenso caudal de traduções e comentários de textos gregos antigos. Também nesse século, a grande obra aristotélica é convertida ao latim, enquanto o tradicional mundo platônico de Agostinho balança. É a época das grandes disputas e cisões dentro das universidades. Em Paris, as recém-criadas ordens de frades e pregadores entram em choque, debatendo doutrinas teológicas, os franciscanos contando com a grande figura de São Boaventura para resistir ao vagalhão aristotélico que invade a Europa. Vida Em 1221, Boaventura nasce em Bagnorea, próximo de Viterbo, na Itália central. Diz a lenda que seu famoso nome teria surgido quando, ainda criança, fora curado de uma enfermidade por São Francisco, que exclamara: "o buona ventura!". Em sua juventude, é enviado a Paris para estudar com o grande franciscano inglês Alexandre de Hales. Leciona ...

Entender o BBB-17 é fundamental para entender a modernidade segundo Heidegger

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O teatro não era teatro, era vida. Festas religiosas não representavam deuses e suas histórias, eram vividas como apresentação e manifestação dos deuses. Quando os gregos deixaram essa prática e criaram o teatro de palco, a apresentação deu espaço para a representação. Desde esse tempo, o sonho da representação é voltar a ser apresentação, mas estando isso bem distante do horizonte de possibilidades, o esforço nesse sentido produz um monstrengo: forma-se a promiscuidade entre a representação institucionalizada como representação, a do palco, e a nossa vida cotidiana, que se pensa como sendo não representação. O BBB-17 deu o exemplo máximo dessa situação. O rádio foi o primeiro meio de comunicação que realmente criou a confusão entre vida e ficção, entre rua-casa e palco. A TV ampliou seus poderes. A Internet revolucionou esse caminho, o de definitiva fusão dessas instâncias. O trajeto foi este: a TV levou a ideia do cinema às últimas consequências, ou seja, transfor...

A atual crise econômica mundial

O que seria uma crise econômica mundial? Uma crise é um desequilíbrio que ocorre em setores isolados da economia, mas que pode contaminar todo o sistema econômico. Esses desequilíbrios sempre ocorreram, mesmo antes do capitalismo, quando acontecia, por exemplo, uma enorme falta de um bem material, provocada, quase sempre, por fatores naturais (secas, inundações, etc.) ou acontecimentos sociais (guerras, revoluções, etc.). À medida que o capitalismo evoluiu e que a economia se tornou mais complexa, as crises continuaram a ocorrer, pois elas fazem parte de um processo cíclico, dentro do desenvolvimento econômico. São variações  que se repetem e que são alternadas de expansão e contração da atividade econômica, e podem ocorrer com diferentes intensidades. Esta nossa atual crise começou a partir de 2001, quando o mercado imobiliário dos Estados Unidos passou por uma fase de expansão acelerada. Com a ajuda do Federal Reserve (o Banco Central norte-americano), que passou a reduzir a ...

Principais heranças de 10 filósofos contemporâneos

Jacques Derrida (1930–2004) Pós-modernista francês e líder do movimento desconstrutivista. Derrida privilegia os aspectos retóricos inconscientes dos textos, argumentando que a atenção aos pormenores irrelevantes subverte muitas vezes as principais doutrinas de um texto. O processo de desconstrução consiste em mostrar como a mensagem ostensiva de um autor é minada por outros aspectos da sua formulação. John Dewey (1859-1952) Educador, reformador social e filósofo do pragmatismo americano. Foi influenciado por Hegel, e os seus textos nunca perderam o entusiasmo pelo que é dinâmico, vital e progressivo. A sua obra assumiu uma tendência mais prática quando, em 1894, se tornou diretor do departamento de filosofia, psicologia e educação de Chicago. A sua obra enquanto psicólogo e pensador da educação cristalizou uma reação contra as práticas educativas do seu tempo, excessivamente rígidas e formais. Dewey percebeu que a criança é uma criatura ativa, exploradora e inqu...

Todos os seres humanos são "filósofos"

O filósofo italiano  Antonio Gramsci (1891-1937), há cerca de um século atrás, já nos alertava  para a necessidade de se combater o preconceito de que a Filosofia é uma atividade intelectual muito difícil, restrita a uma minoria de inteligência supostamente privilegiada. Para ele, “todos os seres humanos são filósofos”, pois, de algum modo, todas as pessoas, sem distinção, lidam, convivem, trabalham com a Filosofia e a utilizam no seu dia a dia, mesmo que não se apercebam disso. Afinal, a Filosofia está presente “na linguagem, no senso comum, no bom senso, na religião” enfim, “em todo sistema de crenças, superstições, opiniões, modos de ser e agir” que caracteriza o que convencionalmente se denomina de “folclore” e do qual todos participam. A Filosofia está presente na linguagem porque esta não é pura e simplesmente um amontoado de “palavras gramaticalmente vazias de conteúdo”. Ao contrário, ela é um “conjunto de noções e conceitos determinados”, muitos dos quais derivados ...

A Filosofia Intercultural

De uns tempos para cá está surgindo uma nova corrente chamada Filosofia Intercultural . Um de seus mentores, o filósofo cubano Raul Fornet-Betancourt (1946- ), propõe outras fontes para se pensar a filosofia. Então, se nós olharmos para a filosofia como um exercício que pensa o seu tempo e que, a partir dele, faz o exercício da reflexão, tudo serve como elemento para fazermos filosofia. Portanto, hoje, há de se ter uma preocupação de como trazer  a filosofia de uma forma que ela consiga provocar o jovem a pensar o seu tempo. Por isso, pensar o ensino de filosofia a partir das questões de gênero, da violência contra as mulheres, da problematização de um certo padrão estético (ditadura do estético), do esvaziamento das representações no campo político, tudo isso nos reporta às questões éticas que são fundamentais no exercício responsável e comprometido do pensar. Sabemos que a Filosofia tem um papel fundamental de fazer palpitar no jovem o desejo de pensar, o desejo  de...

As mulheres e o exercício de pensar

A questão das mulheres, ou a questão de gênero de uma forma mais ampla, sempre esteve presente na filosofia. Entre os textos clássicos da filosofia grega, encontramos vários pensadores do sexo masculino que trazem as questões das mulheres, numa espécie do que significa  o papel e o sentido da mulher. Em Aristóteles, por exemplo, percebemos a referida mulher como um ser inferior, com uma incapacidade racional. É uma leitura que a inferioriza e que a coloca num papel menor dentro dessa grande atividade que é o pensar. Simone de Beauvoir (1908-1986), em seu livro “O segundo sexo”, já discutia essas questões, refletindo o quanto as mulheres, historicamente, estavam próximas da natureza, representando um senso comum que traduz e espelha o próprio pensamento, a história das ideias no Ocidente. Ou seja, se enfatiza a ideia de que a mulher está muito mais ligada à emoção, ao instinto, ao irracional. Essa dicotomia que se construiu e que delegou à mulher uma emoção e ao homem uma racio...

Reflexões sobre o racismo

A palavra  raça , apesar de ter origem biológica, não tem base científica para definir, e muito menos classificar, seres humanos. Apesar disso, a sociedade faz uso da palavra raça com sentido político, isto é, para definir diferenças entre pessoas. Para legitimar posições racistas, usa-se uma diferença biológica (que é superficial, pois não há raças entre os humanos) ou cultural (religião, modo de se vestir ou falar), justificando privilégios e exclusão social. O acusador coloca-se como superior em relação à vítima do racismo. Quando exibimos as diferenças, de modo que ninguém seja agredido ou excluído ou colocado em uma condição de inferioridade, não se trata de racismo.  Dizer que André é negro, Paulo é branco, Mário é loiro, etc. não significa racismo. Dizer que Luisa tem um cabelo trançado muito bonito e Márcia tem um cabelo loiro dourado, não é racismo. No entanto, usar essas diferenças para discriminar ou tentar humilhar ou “diminuir” o outro consiste em racismo...

Reflexões sobre a velhice

A escritora Simone de Beauvoir (1908-1986) procurou refletir sobre a exclusão dos idosos em sua sociedade, mas do ponto de vista de quem sabia que iria se tornar um deles, como quem pensava o próprio destino. Para ela, um dos problemas da sociedade está no fato de que cada indivíduo percebe as outras pessoas como meio para a realização de suas necessidades: proteção, riqueza, prazer, dominação. Desta forma, nos relacionamos com outras pessoas priorizando nossos desejos, pouco compreendendo e valorizando suas necessidades. Esse processo aparece com nitidez em nossa relação com os idosos. Em seu livro, a pensadora demonstra que há uma duplicidade nas relações que os mais jovens têm com os idosos, uma vez que, na maioria das vezes, mesmo sendo respeitado por sua condição de pai ou mãe, trata-se o idoso como uma espécie de ser inferior, tirando dele suas responsabilidades ou encarando-o como culpado por sobrecarga de compromissos que imputa a filhos ou netos. Mesmo em situações de...

Reflexões sobre a humilhação

A humilhação é um sentimento de desigualdade. Consiste em uma modalidade de angústia disparada pelo impacto traumático da desigualdade de classe, isto é, a angústia que se sofre quando alguém se depara com um abismo chamado desigualdade, o que corresponde à percepção de que, enquanto um está em posição superior; o outro se coloca, violentamente, em uma posição inferior. A desigualdade experimentada do lado de fora é internalizada como sofrimento, ao qual muitas pessoas já estão habituadas. Dessa maneira, além da humilhação crônica que atinge os pobres, como resultado das  desigualdade econômicas e políticas, experimenta-se uma espécie de angústia assumida pelo humilhado nas mais variadas manifestações de sua existência. Mas quando uma pessoa é humilhada? Quando se mostra a ela uma diferença que a põe em situação de inferioridade. Por exemplo, quando um chefe grita com o funcionário, quando um adulto ou jovem ignora ou maltrata um idoso, quando uma mulher é agredida pelo ma...

A verdade, para o filósofo Nietzsche

Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão do século XIX. Para ele, a verdade é uma ilusão.  É uma enganação que tomamos como valor de verdade e serve para manter nossos corpos adestrados, já que ela é aquilo que trava nossas ações, que pontua nossos julgamentos e que define o que vale a pena ser levado à sério. A verdade é, também, aquilo que parte dos “fortes”, é fruto de sua vontade de potência, ou seja, de seu impulso em exercer poder, em viver, em agir sem a sujeição às regras morais. Ou seja, a verdade é uma imposição daqueles que exercem poder.   O autor diz, no ensaio “Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral“, que a verdade é aquilo que nasce para evitar a tese Hobbesiana da convivência humana no estado natural (a guerra de todos contra todos). Isso é manifestado das seguintes maneiras: 1) Verdade como linguagem: “é descoberta uma designação uniformemente válida e obrigatória das coisas, e a legislação da lingu...

Alienação moral

Alienação moral é uma atuação manipulada do pensamento que ocorre na mente das pessoas que não conseguem mais pensar por si próprias, mas sim pelo o que os outros ou a mídia dita. Isto significa que o indivíduo perde a capacidade de raciocinar criticamente. Uma pessoa alienada moralmente é aquela que age sem saber dos seus direitos e aceita tudo passivamente sem questionar. Seus valores morais são aqueles que são transmitidos em novelas, isto porque essas pessoas estão tão dominadas que perderam o senso crítico. Um alienado moralmente é uma pessoa que vive mas não dá importância para o que se passa no mundo. Algumas pessoas são tão alienadas moralmente que não sabem nem mesmo a situação que nosso país está vivendo. O governo e a mídia são os principais agentes da alienação moral de massa. As brechas para que alienação moral aconteça são: -  quando há o individualismo e recusa do outro. -  quando há condutas massificadas. Numa situação de alienação moral, ...

Condutas massificadas

Conduta massificada é a eliminação das desigualdades entre os seres humanos, através da sua transformação numa massa genérica e cinzenta, de uniformidade anônima, por exemplo: todo mundo quer passar suas férias na Itália, todos se vestem como todo mundo, inclusive todos pensam, sentem, fazem o mesmo no trabalho e no tempo livre, em seu ambiente social e político. Conforme sabemos, o século XX foi marcado pelo desenvolvimento de duas poderosas armas modernas: a propaganda e publicidade. A primeira foi largamente utilizada pelos regimes totalitários para mobilizarem populações para atingirem os objetivos a que se propunham. A segunda é largamente utilizada para a promoção e venda de produtos para grandes massas de consumidores. Em ambas as situações constata-se o mesmo fenómeno: os indivíduos são despersonalizados, tratados como meros elementos de enormes massas de apoiantes ou consumidores de algo que lhes é impingido. A conduta massificada nos mostra claramente que somos induzid...

A "sujeição do indivíduo" segundo Michel Foucault

Michel Foucault nasceu em Poitiers, na França (15/06/1926) e morreu em Paris (25/06/1984). Graduou-se em Filosofia e estudou também psicologia, história e medicina. Para Foucault, no que tange ao ser humano,  o problema do desejo versus objeto de controle são o cerne da questão da subjetividade. É o de "cuidado" de si emancipado o sistema disciplinar. Foucault renega os modos tradicionais de analisar o poder e procura realizar suas análises não de forma dedutiva e sim indutiva, por isso passou a ter como objeto de análise não categorias superiores e abstratas de análise tal como questões do que é o poder, o que o origina e tantos outros elementos teóricos, voltando-se para elementos mais periféricos do sistema total, isto é, passou-se a interessar-se pelos locais onde a lei é efetivada realmente. Hospitais psiquiátricos, forças policiais, etc. são os locais preferidos do pensador para a compreensão das forças reais em ação e com quais devemos realmente nos preocupar, c...