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A verdade, para o filósofo Nietzsche

Friedrich Nietzsche (1844-1900) foi um filósofo, crítico cultural, poeta e compositor alemão do século XIX. Para ele, a verdade é uma ilusão.  É uma enganação que tomamos como valor de verdade e serve para manter nossos corpos adestrados, já que ela é aquilo que trava nossas ações, que pontua nossos julgamentos e que define o que vale a pena ser levado à sério. A verdade é, também, aquilo que parte dos “fortes”, é fruto de sua vontade de potência, ou seja, de seu impulso em exercer poder, em viver, em agir sem a sujeição às regras morais. Ou seja, a verdade é uma imposição daqueles que exercem poder.   O autor diz, no ensaio “Sobre Verdade e Mentira no Sentido Extra-Moral“, que a verdade é aquilo que nasce para evitar a tese Hobbesiana da convivência humana no estado natural (a guerra de todos contra todos). Isso é manifestado das seguintes maneiras: 1) Verdade como linguagem: “é descoberta uma designação uniformemente válida e obrigatória das coisas, e a legislação da lingu...

Alienação moral

Alienação moral é uma atuação manipulada do pensamento que ocorre na mente das pessoas que não conseguem mais pensar por si próprias, mas sim pelo o que os outros ou a mídia dita. Isto significa que o indivíduo perde a capacidade de raciocinar criticamente. Uma pessoa alienada moralmente é aquela que age sem saber dos seus direitos e aceita tudo passivamente sem questionar. Seus valores morais são aqueles que são transmitidos em novelas, isto porque essas pessoas estão tão dominadas que perderam o senso crítico. Um alienado moralmente é uma pessoa que vive mas não dá importância para o que se passa no mundo. Algumas pessoas são tão alienadas moralmente que não sabem nem mesmo a situação que nosso país está vivendo. O governo e a mídia são os principais agentes da alienação moral de massa. As brechas para que alienação moral aconteça são: -  quando há o individualismo e recusa do outro. -  quando há condutas massificadas. Numa situação de alienação moral, ...

Condutas massificadas

Conduta massificada é a eliminação das desigualdades entre os seres humanos, através da sua transformação numa massa genérica e cinzenta, de uniformidade anônima, por exemplo: todo mundo quer passar suas férias na Itália, todos se vestem como todo mundo, inclusive todos pensam, sentem, fazem o mesmo no trabalho e no tempo livre, em seu ambiente social e político. Conforme sabemos, o século XX foi marcado pelo desenvolvimento de duas poderosas armas modernas: a propaganda e publicidade. A primeira foi largamente utilizada pelos regimes totalitários para mobilizarem populações para atingirem os objetivos a que se propunham. A segunda é largamente utilizada para a promoção e venda de produtos para grandes massas de consumidores. Em ambas as situações constata-se o mesmo fenómeno: os indivíduos são despersonalizados, tratados como meros elementos de enormes massas de apoiantes ou consumidores de algo que lhes é impingido. A conduta massificada nos mostra claramente que somos induzid...

A "sujeição do indivíduo" segundo Michel Foucault

Michel Foucault nasceu em Poitiers, na França (15/06/1926) e morreu em Paris (25/06/1984). Graduou-se em Filosofia e estudou também psicologia, história e medicina. Para Foucault, no que tange ao ser humano,  o problema do desejo versus objeto de controle são o cerne da questão da subjetividade. É o de "cuidado" de si emancipado o sistema disciplinar. Foucault renega os modos tradicionais de analisar o poder e procura realizar suas análises não de forma dedutiva e sim indutiva, por isso passou a ter como objeto de análise não categorias superiores e abstratas de análise tal como questões do que é o poder, o que o origina e tantos outros elementos teóricos, voltando-se para elementos mais periféricos do sistema total, isto é, passou-se a interessar-se pelos locais onde a lei é efetivada realmente. Hospitais psiquiátricos, forças policiais, etc. são os locais preferidos do pensador para a compreensão das forças reais em ação e com quais devemos realmente nos preocupar, c...

“Tornar-se indivíduo” segundo Paul Ricoeur

Paul Ricoeur (1913-2005) foi um filósofo francês do período que seguiu a II Guerra Mundial. Além de filósofo, foi pesquisador na Universidade de Yale, nos Estados Unidos. Para ele, o indivíduo possui duas dimensões:  (1) como membro de uma sociedade (2) ser independente e autônomo, a que ele denomina “sentido moral”. Enfim, para ele o ser humano é um indivíduo autônomo e independente. Paul Ricoeur questiona o processo de individualização. Como nos individualizamos? Nos individualizamos através da LINGUAGEM. A LINGUAGEM é o ponto de partida; por meio dela nos expressamos e dizemos o mundo, ou seja, é a uma forma de colocar para fora aquilo que pensamos. Através da linguagem o ser humano é capaz de dizer o indivíduo de três formas: I. DESCRIÇÕES DEFINIDAS: existe um entrecruzamento de categorias para designar um indivíduo “O executivo que sempre compra o jornal de esportes” EXECUTIVO: de todos os executivos nos referimos ao que sempre compra o jornal de esportes....

Características do indivíduo utilitarista

O homem é um ser livre quando desenvolve sua intelectualidade, sendo capaz de fazer escolhas éticas (morais). Os seres humanos não passam a viver em sociedade pela instituição de um contrato, pois o contrato não pode ser provado historicamente e também se houvesse um contrato todos seriam iguais. Para os utilitaristas o homem tem necessidade de vivenciar seus desejos tendo como finalidade o prazer. O principal é a busca do prazer, para evitar o sofrimento. Visão utilitarista O homem é um ser que tem necessidade de viver seus desejos, e seu fim é: ter esses desejos com prazer. E para ajudar os seres humanos a alcançarem o máximo prazer, foi cogitado criar uma ciência moral (ética) tão exata quanto à matemática, tentando  ser preciso como um  ponteiro  de  um  relógio,  na  busca  do  prazer  e  diminuição da dor e do sofrimento. O prazer como finalidade hedonista deve  ser  compartilhado  na...

Introdução à Teoria do Indivíduo

Por definição, "Indivíduo é alguém que se autodetermina segundo seu pensar e sua vontade; alguém autônomo e soberano." Na filosofia, na Idade Moderna, muitos foram os filósofos que se preocuparam com o excesso de individualismo que estavam tomando conta da sociedade, devidos ao novo contexto político e econômico da época. Vejamos os principais filósofos e suas principais contribuições. O INDIVÍDUO SEGUNDO JOHN LOCKE O filósofo inglês John Locke (1632-1704) é um dos defensores do empirismo inglês (corrente filosófica que defende que nascemos como uma tabula rasa “folha em branco” e adquirimos o conhecimento a partir da experiência). Locke e outros filósofos contratualistas (Hobbes e Rousseau) pensavam a vida do homem em sua origem, o que eles denominavam de estado de natureza. Segundo John Locke no estado de natureza o ser humano é livre, as pessoas não dependem da vontade dos outros homens, vivem em situação de igualdade, pois recebem as mesmas vantagens da natur...